sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

no dentro do momento

é preciso estar dentro do tempo
soçobrar e delirar ao mesmo tempo
e no mesmo universo dos astros
que povoam nosso céu pop
& cosmológico de estrelas
sem fim     estar agora
saber que agora
todos os agoras
são atravessados de precário
pelos séculos dos séculos
antes e depois deste momento
não há nada que não seja
movimento     nada permanece
em si     tudo está
fora de si    não há
nada mais fora da hora
que pensar em versos
sobre a antietern
idade
do universo
este poema
se des
faz
em mi
l
ped
aços
arbitrá
rios
ao capricho de um cand
ido epígono (po
p)d i     l        u           i
dor de tu
do
se des
faz em
l e t r a s
balbu
cio de am
or ou brincade
ira de cria
nça     pueril
po
e
ira
em
forma
de
po
esia
á r i a  á r i d a
espaços vazios de
uma galáxia
um des
erto ou á
tomo ou alma de um roma
ntico senti
mental
em certos assuntos
(em est
éticas & práticas po
éticas)
pertencer à primeira metade do século XX
é estar mais próximo do século XIX ou XV
ou de dante & ovídio & homero
do que deste momento pop pós-meta
físico
em que nada res
ta resta
nos então la
mentar di
ante da per
versidade da vora
cidade  da eletri
cidade que nos
cerca nos suf
oca no ag
ora
mas por que lamentar querendo ex
tar estrela eterna num pass
ado que não vou
ta
mais
?
que tal
vez nunc
a h
ouve
na face da t
erra
?
é preciso estar errar so
rrir chorar esc
rever vi
ver
mer
gul
ha
do
no
d
e
n
t
r
o
m
a
i
s
d
e
n
t
r
o
d
o
m
o
m
e
n
t
o
nas margens do dentro


Escrito em 2008

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